URGENTE ! PRECISAMOS DE CIDADANIA TAMBÉM NO MUNDO 2.0

Políticas públicas de… comunicação

Assim como precisamos no Brasil – ainda, meu Deus! – de políticas públicas de educação, de saúde, de transporte, de esporte, de cultura, de acessibilidade, precisamos de um plano para comunicação. Afinal, o cidadão tem o direito de ter acesso à informação.

Estava procurando as ideias e as palavras para o artigo desta semana. Vasculhando notícias com o intuito de encontrar algo sobre o qual valesse a pena escrever. Eis que me deparo com um texto de Patrícia Guimarães Gil e Heloiza Matos, chamado “Quem é o cidadão na comunicação pública?” publicado no livro Comunicação Pública – interlocuções, interlocutores e perspectivas, organizado pela própria professora Heloiza Matos. Quedei-me apaixonada quando li a proposta das autoras de que precisamos pensar em políticas públicas de comunicação. Que o Estado precisa implementar políticas públicas de comunicação. Ora, tão claro e tão latente.

Eu sou uma aguerrida defensora da organização da gestão do Estado com rigoroso planejamento. São tantos os problemas em todas as áreas que temos de enfrentá-los com a coragem ao seu tamanho. Por exemplo, não acredito nas cotas em universidade como uma solução para a realidade perversa da exclusão de negros ou pobres das universidades públicas – que são as melhores e, portanto, mais concorridas. Pode até ser um paliativo, mas não tenho nenhuma dúvida de que a Educação deveria ser prioridade dos governos e que a disputa teria de começar logo antes, para se cursar uma escola regular pública, dada a qualidade do ensino ali disponível. Um paradoxo, para mim, que escancara a falta de coerência nesta área. Se as universidades públicas são excelentes, por que as escolas não? Se as escolas oferecessem a todas as crianças – independente de credo, cor, posição social, raça etc – o melhor ensino possível, a seleção para as melhores universidades seria pelos mais dedicados, mais estudiosos, mais determinados. Assim como a vida: é preciso ter firmeza e muito suor para se conseguir o que quer. Não vejo isso acontecer pela cessão de cotas, me perdoem os contrários.

 Assim como precisamos no Brasil – ainda, meu Deus – de políticas públicas de educação, de saúde, de transporte, de esporte, de cultura, de acessibilidade, precisamos de um plano para comunicação. E hoje não falamos apenas em distribuição de informação, uma via única em que se fala o que quer e o receptor aguarda e guarda o que foi captado. Estamos no mundo 2.0. Já falamos em e-government, em transparência, em mediação online. Que os governos consigam “desenvolver uma gestão aberta e qualificar canais, meios e recursos que permitam a viabilização da comunicação de interesse público e o envolvimento de todos os interessados”.

A construção dessa, como de outras políticas públicas passa, prioritariamente, pela sociedade. Por nós. Vamos pressionar para que nos ouçam e qualifiquem esse chamado para a democracia eletrônica, participativa, colegiada, informativa. Porque, com o perdão ao trocadilho piegas, cidadania não se concede por cotas.

vale 2

SÉCULO 21 – USO DA INTERNET EM QUASE TUDO.                                   CIDADANIA 2.O pode ser útil                                   Título: Índios Awá. Foto: Sebastião Salgado. Em uma expedição feita em março e em outra em julho, funcionários da Funai confirmaram a presença de Awá isolados na Terra Caru, que fica ao sul da Terra Awá, e outro grupo na Terra Arariboia, mais ao sul ainda. Tudo no Maranhão. Para esse último grupo está sendo preparado um plano de contingência para a eventualidade de se forçar um contato. O risco é grande demais de deixá-los expostos a um encontro hostil com madeireiro, por exemplo. 2013

 

 

carletto1 (1)CLAUDIA CARLETTO – Consultora em comunicação participa do site com a avaliação e aproximação do que é a comunicação pública. Comunicação Pública, com Claudia Carletto, uma vez por semana, no Por Dentro da Mídia – Comunicação Pública

CLIQUE AQUI PARA LER TODOS OS TEXTOS

http://pordentrodamidia.com.br/view/colunistas/comunicacao-publica/