“RÁDIO AM” TEM QUE DIZER AMÉM AOS CANAIS 5 E 6 LIBERADOS PELA TV

Já tem data oficial: para a passagem do rádio AM para a faixa FM,
por Luciana Freitas

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Dia 7 de novembro, dia do Radialista o governo vai autorizar a migração das emissoras que operam em AM para a sintonização em FM. Atualmente não tem aparelhos eletrônicos em linha de produção, inclusive celulares, que possuem tecnologia para receber o sinal AM. As rádios que operam nessa faixa buscaram um entendimento e após pressão junto as entidades do setor e a agência reguladora conseguiram a autorização para que as emissoras em AM tenham transmissões em FM.

QUAL É O NÚMERO DA RÁDIO AM QUE VOCÊ ESCUTA? É difícil saber. Tem muitos ruídos nas ondas curtas

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O anúncio de mais vida para as emissoras que atual em AM foi realizado durante 43ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão, que este ano ocorre no Rio de Janeiro. Paulo Bernardo, ministro das Comunicações disse que a digitalização do rádio, assim como vem acontecendo com a TV, ainda não tem um modelo que definitivamente sirva ao Brasil. Mas Bernardo informou que já foram feitos estudos que apontam viabilidade para a migração do rádio AM. “Com a digitalização da TV, nós temos os canais 5 e 6 (liberados), onde cabem muitas rádios. Nós estamos fazendo uma solução que é importante, que é autorizar rádio AM para a faixa de FM.

PERGUNTAS FREQUENTES EM RELAÇÃO A RÁDIO AM

Por que o celular não tem rádio AM?

images AAIsso ocorre por conta dos componentes necessários para recepção em Amplitude Modulada (AM). O componente principal de rádios AM é uma bobina com núcleo de ferrite (ferrite é um composto de metais não ferrosos) e que possui um tamanho um pouco “avantajado”: mesmo os menores rádios AM possuem ferrites de 2 ou 3 cm, um tamanho completamente incompatível com os tamanhos dos celulares. Note que nem os rádios FM de celulares possuem antenas internas: eles utilizam os fones de ouvido como antena, para que não ocupem muito espaço. Já os rádios AM não trabalham com antenas externas, somente com bobinas de núcleo de ferrite, e por isso não é possível embutir rádios AM em aparelhos tão pequenos como celulares

Fonte: http://www.ngu-advanced.com.br/

É verdade que as rádios pegam melhor à noite?

Em algumas faixas de frequência, sim. Na das rádios FM, o horário em que você sintoniza as estações não altera absolutamente nada. Já no caso das rádios AM e de ondas curtas, é possível captar à noite sinais de emissoras distantes que não podem ser alcançadas durante o dia. Normalmente, as ondas de rádio se propagam em linha reta e por isso jamais conseguiriam acompanhar a curvatura da Terra – seu alcance máximo é a linha do horizonte. Mesmo situadas em lugares altos, as antenas emissoras não conseguem mandar sinais em linha reta a mais do que cento e poucos quilômetros de distância.

NOITE 1À noite, porém, dá para captar sinais até de outros países, sem precisar de ajuda de satélites. Isso acontece graças à colaboração de uma camada muito alta da atmosfera da Terra, a ionosfera, que começa a uma altitude de 50 quilômetros do chão. A radiação do sol afeta os átomos dessa camada, tornando-os eletricamente carregados – ou ionizados, daí o seu nome.

Durante o dia, essa ionização é tão forte que absorve e anula as ondas AM que caminham rumo ao espaço. À noite, o fenômeno da ionização diminui e as ondas, em vez de serem absorvidas, passam a ser refletidas de volta para Terra, ganhando alcance maior. Isso não acontece com as ondas FM e as de TV, pois, graças a sua alta frequência, elas atravessam a ionosfera diretamente, perdendo-se no espaço.

Já as ondas curtas, usadas por radioamadores e alguns outros receptores especiais, são devolvidas pela ionosfera ainda melhor que o AM comum. Assim, elas possibilitam ouvir notícias do outro lado do mundo!

(FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/e-verdade-que-as-radios-pegam-melhor-a-noite)

LEIA DETALHES DO QUE É O SBRD – SISTEMA BRASILEIRO DE RÁDIO DIGITAL

DIGITAL ATendo como base a portaria número 290 que institui o Sistema Brasileiro de Rádio Digital, segue uma proposta para a sua implementação utilizando-se o
sistema Digital Radio Mondiale como sua base técnica:

Em face da necessidade de se manter as transmissões analógicas por um período de transição que pode ser longo, e tomando em consideração a atual ocupação do espectro, principalmente na faixa do FM que se encontra totalmente ocupado em regiões metropolitanas como São Paulo, Belo Horizonte e Campinas, sugerimos o uso de uma faixa de frequência estendida para as transmissões de rádio digital em VHF, diferente das faixas atuais existentes hoje para broadcast de rádio.

Essa faixa será a faixa dos canais 5 e 6 de TV, hoje usados para transmissões analógicas PAL-M, cuja previsão para desligamento é de 2016. 

A ideia do uso dos canais 5 e 6 de TV para o rádio não é nova e já é sugerida inclusive pela Anatel no seguinte artigo: A extensão da faixa de FM e a migração da faixa de OM: O quê fazer com os canais 5 e 6 da televisão na era digital.

Até 2016, período no qual o canal 5 ou o canal 6 ainda pode estar sendo utilizado para TV PAL-M (não se pode transmitir TV PAL-M nos canais 5 e 6 simultaneamente numa mesma região devido a problemas de canal adjacente), a transmissão digital de rádio na faixa estendida se dará no canal que estiver livre (5, de 76MHz a 82MHz, ou o 6, de 82MHz a 88MHz).

Seguindo a diretriz da portaria 290, parágrafo VIII, que diz:

Proporcionar a utilização eficiente do espectro de radiofrequências.”,
sugere-se o uso de uma canalização diferente do FM, que é de 200kHz.

Visto que o padrão DRM para transmissão em VHF tem largura de banda de 96kHz, é possível uma canalização de 100kHz ou 150kHz,           otimizando-se o espectro.

No sentido da otimização do espectro e de redução de gastos                 pode-se considerar a multiprogramação de forma que rádios educativas, comunitárias e estatais de uma mesma região possam compartilhar a infraestrutura de transmissão, visto que até 4 programas de áudio podem ser transmitidos por um mesmo canal DRM na faixa do VHF.

No caso de rádios comerciais a multiprogramação pode possibilitara ampliação dos serviços providos pela rádio de forma a aumentar os lucros, em sintonia com o parágrafo II e III do artigo 3 da portaria 290.

No caso das rádio em OM, duas opções são possíveis: a transmissão digital na nova faixa de broadcast de rádio (canais 5 e 6 de TV), ou ainda a transmissão digital usando-se o canal adjacente em OM (sendo o sistema irradiante compartilhado para a transmissão analógica AM e digital DRM), respeitando-se a máscara de transmissão.

Para as rádios em OC sugere-se o uso de canais dentro da faixa recomendada para DRM pela HFCC.

Para as rádios em OT, a alocação de canais para transmissões DRM pode continuar seguindo a mesma política para as transmissões em AM.

download (70)Considerando os parágrafos I (inclusão social) e VII (educação a distância) do artigo 3, sugere-se permitir o uso da tecnologia de transmissão de vídeo através da transmissão digital DRM de rádio (Diveemo), permitindo que populações remotas tenham acesso pela primeira vez a conteúdo áudio-visual (TV) via rádio.

Considerando o contexto da implementação da TV Digital no Brasil, TV Digital essa que assim como o DRM usa o codec AAC para codificação de áudio, e o middleware Ginga para interatividade. É natural a recomendação da adoção do Ginga em seu perfil para receptores portáteis (o Ginga para receptores One-Seg, descrito na norma ABNT/NBR 15606-5) para o padrão de interatividade do Rádio Digital brasileiro assim como a mesma norma para o canal de retorno. Dessa forma o Rádio e a TV Digital no Brasil podem ser normalizados e operarem de forma a se complementar em receptores que suportam tanto rádio quanto TV digital.

Fica a cargo de Centros de Pesquisa e Universidades brasileiras a integração do Ginga, especificação do canal de retorno e outras melhorias ao padrão DRM (sem causar incompatibilidades com o DRM usado no resto do mundo), assim como a normalização da TV com o Rádio Digital que culminarão nas normas e código de referência que descreverão o SBRD.

FONTE: http://www.drm-brasil.org/content/uma-proposta-para-implanta%C3%A7%C3%A3o-do-sbrd-sistema-brasileiro-de-radio-digital