FALTA O TAL “ CURTIR ” PARA MUDAR A COMUNICAÇÃO PÚBLICA

Por que a comunicação pública no Brasil é um desafio?

dedoOs acadêmicos podem dizer que ainda há muito que se estudar sobre o tema, que a literatura sobre esse assunto no nosso país ainda é um bebê que engatinha pelos corredores das universidades. E é verdade. Assim como os realistas vão dizer que não se muda a percepção e a forma de fazer comunicação no sistema público de um dia para o outro, que se faz assim e está pronto. Também tem sua parcela de verdade. Mas um motor, e só ele, é capaz de mudar o mundo – como diria os poetas românticos ou, mais profundamente, os filósofos. Uma chavinha chamada “vontade”.

Segundo a Wikipédia, vontade ou intencionalidade é a capacidade através da qual tomamos posição frente ao que nos aparece. Diante de um fato, podemos desejá-lo ou rejeitá-lo. Ante um pensamento, podemos afirmá-lo, negá-lo ou suspender o juízo. Para os filósofos: Santo Agostinho e Descartes, vontade e liberdade são a mesma coisa: a faculdade através da qual somos dignos de louvor, quando escolhemos o bom, e dignos de reprovação, quando escolhemos o mau.

Agostinho e Descartes concordam em que o fato de nós humanos termos vontade nos torna responsáveis pelas nossas decisões e ações. A dimensão moral do homem decorre do fato dele ter vontade. Somos moralmente, então, ligados ao que demanda a nossa vontade. E imagine se essa vontade diz respeito ao que é público, ao que é de interesse do cidadão?

Esta, sem dúvida, é uma ligação que ultrapassa os limites de conceitos e preceitos. Estaríamos exercendo a moralidade subjetiva, que, segundo o filósofo Hegel, é aquela que nos faz cumprir o dever pelo ato de vontade, e não por uma fixação de normas. Gestores públicos, vamos colocar nas redes, na rua, nas tevês, nas rádios, o que é de interesse da população. Vamos usar os meios de comunicação para informar aos moradores, às pessoas, aos pais de família, aos adolescentes, aos adultos, aos filhos, aos meninos, às meninas. Eles têm direito de conhecer os mecanismos e ferramentas do sistema público brasileiro. É com educação e cultura que transformamos a sociedade. É com vontade que abrimos as portas da política. É com transparência que devolvemos a confiança da população. E o sistema público, a comunicação pública, tem essa função.

É uma questão de moralidade subjetiva, ou vontade livre de cumprir o dever ou, simplesmente, ser responsável pelas nossas decisões. Eu decido por nós, pelo todo. Pelo público. Isso é ter liberdade!

É o atual termo “Curtir” que proporciona cada um ser o seu próprio editor dos fatos e notícias.

 

CLAUDIA CARLETTO – consultora em comunicação participa do site com a avaliação e aproximação do que é a comunicação pública. 

Comunicação Pública, com Claudia Carletto, uma vez por semana, 

no Por Dentro da Mídia 

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