CRISE GREGA NÃO É O PRENÚNCIO DO FIM DO MUNDO

Na semana passada, o FMI minimizou as prováveis consequências da crise grega sobre a economia mundial. Por um lado constatou que o efeito percebido até agora é limitado, de outro manteve as previsões de crescimento da zona do euro em 2015 em 1,7%, desmentindo assim os cenários apocalipticos imaginados por alguns “experts” em economia incendiária.

Ao apresentar a atualização do tradicional relatório “Perspectivas Econômicas Globais”, o economista-chefe do Fundo, Olivier Blanchard, explicou que “o ocorrido nos últimos dez dias é o que muitos tinham previsto: reduções das bolsas e ligeiras altas das taxas de risco na periferia do euro”, mas não “graves eventos”.

“O contágio em nível global é limitado, é algo reconfortante (…) O que vimos desde a segunda-feira da semana passada (quando se anunciou o resultado do referendo sobre a proposta dos credores), são pequenos testes de resistência na economia do euro”; disse Blanchard.

É preciso portanto colocar as coisas nos seus devidos lugares, relativizar a situação e seu corolário. O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia representa menos de 2% da zona do euro e apenas 0,5% da economia global. Um cataclisma mundial é portanto inimaginável, mesmo em caso de saída do pais da zona do euro.

Claro que as coisas vão mal na Grécia, que os gregos penam; ninguém deve negar. A Grécia está sofrendo e poderia sofrer mais, inclusive sob um cenário de saída desordenada da zona do euro Mas isso não significa que o mundo vai acabar.

O dia do Armagedon ainda não chegou. Apesar de alguns chefes de Estado pouco escrupulosos insistirem em jogar sobre a “crise Internacional” a culpa da situação calamitosa em que se encontram seus países, fruto de políticas econômicas esbanjadoras e populistas.

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