CÍRCULO

Certos escritores colocam tanto de si em seus livros que às vezes parecem se transformar em personagens tirados de suas obras.

Jack London (1876-1916), autor de clássicos da aventura e histórias sobre a natureza como O Lobo do Mar e Caninos Brancos, foi um grande aventureiro e viajante.  Robert Louis Stevenson (1850-1894), sempre lembrado por A Ilha do Tesouro e O Médico e o Monstro, aventurou-se numa viagem pelo Oceano Pacífico e acabou se apaixonando pelas Ilhas Samoa, onde se estabeleceu e passou os últimos anos de sua vida.  Ernest Hemingway (1899 -1961) incorporava o arquétipo do machão: gostava de pescar, beber Mojitos, caçar em safaris na África e assistir a touradas.  Muitos dos personagens de Jorge Luis Borges (1899 – 1986) estavam às voltas com livros – que, naturalmente, eram a paixão do autor.    Salman Rushdie – nascido na Índia, em 1947, e radicado na Inglaterra – escreve sobre conflitos culturais e sociais decorrentes dessa mistura de identidades em obras como Os Filhos da Meia-Noite e Versos Satânicos.  Autores como Oscar Wilde, George Orwell e  F. Scott Fitzgerald, cada um em seu estilo, também poderiam perfeitamente ser personagens de seus próprios livros.

Nada disso chega a surpreender.  É bastante compreensível que um autor escreva sobre aquilo que vivenciou, ou sobre o que o interessa.  Mas não deixa de ser interessante quando o autor parece ter saído das páginas que escreveu:  É como se o círculo se fechasse.

 Livros

fred1 (1)

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